segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Quando a saudade acorda

Enfim senti a grande necessidade e a imensa liberdade de vim escrever aqui. A necessida, lógico, só venho quando preciso, a liberdade, ela estava presa, junto comigo, numa confusão.
Escrevendo sobre uma coisa super manjada por todos e por mim, mas que ainda não entrou em nenhum capítulo daqui. Acho até que essa confusão da qual estava presa começou nessa parte da história. A parte em que eu conheci um dos sentidos mais instintivos das nossas vidas. Conheci ali também a alucinante paixão, aquela que te deixa num estado de extase maior que você e que nunca vai te deixar ridicularizada a si mesma.
Vou desde o início pra me organizar melhor.
4 de Setembro de 2005: será ali o amor?
Foi o primeiro beijo, e o melhor. De tantas outras bocas a melhor, de tantos outros braços os melhores, de tantos outros cheiros o melhor, de tantos outros olhares o mais profundo e o único que chegou em minha alma, de tantos outros casos o mais rápido porém o mais intenso.
Cada frase daqui me fortalece como mulher, porque lembro de como era bom ser mulher naquela noite. Era bom ser sensível e não bancar a durona, era bom durante o beijo lembrar de dois corpos e sentir o coração bater. Raridade, acho isso uma raridade. Dizem que nem sempre a primeira loja, o primeiro beijo, a primeira transa, são as melhores. Por isso digo, não foi simbólico, não foi simplesmente por ser o primeiro cara que eu gose tanto e me lembro de tudo com tanto amor. Foi simplesmente porque naquele dia eu tive a imensa sorte de estar pela primeira vez em uma relação com uma pessoa que despertou a paixão.
Não sei até hoje se não era mesmo para dar certo. Não digo q não é pra ser, porque tenho certeza que de que não é o final. Dizem pra eu não fazar das lembraças do passado, meu futuro, mas impossível desprender-se de lembranças tão reais.
Me pergunto se devo me arrepender de NÃO ter feito mais coisas. Não ter sido mais madura. Mas me respondo, como? Como ser mais madura aos 14 anos, entrando numa relação de prazeres e sentimentos com nenhuma experiencia. Entrando numa relação com uma pessoa totalmente fora dos padrões que queriam pra mim, e que eu poderia viver com independência? Isso realmente não foi culpa minha. O destino foi interferido, porque foi, naquele momento nossas vidas não tinham mais que se cruzarem e foi assim que chegamos onde chegamos. Ele noivo e eu, ah, veja bem, eu, não sei onde estou.
Não cospi no prato em que comi, simplesmente e entrei na minha fase, na minha fase de conhecer gente, criar experiências e deixar de lado o amor que eu sentia e que eu sofria. Depois de tudo, todas turbulência passada: amigos jogando água fria, afastamento de mim mesma, sofrimentos e noites loucas, depressões... Eu vi, que quero ter um rumo.
Mas meu rumo é ele. Ele é meu rumo. Não tem jeito, não arrumei um jeito de não ser.
Se é normal ou não, eu não sei. Mas voltou, voltou como se fosse uma recaida de uma doença, que quando volta, volta forte e pior.
Pior pelo fato de após 3 anos eu não saber se estou fria e seca e quero encontrar o amor em mim mesma por isso relembro ele de quem tanto amei, ou se voltou porque eu não o esqueci, não verdadeiramente.
Todos falam e eu procuro falar a mim mesma que encontrarei outros homens, outros amores. Eu repito isso pra mim mesma pois quero ter isso de novo. Mas ao mesmo tempo eu sinto uma imensa vontade de ve-lo de novo, e saber se toda essa frieza que se criou em mim é simplesmente porque meu amor, já está resevado a ele.
Foram momentos únicos, uma pureza imensurável que me deixava triste e acabada quando ele resolvia brigar por causa de uma foto, ou era uma alegria quando ele escrevia do seu jeito que me amava. Era tudo tão imaturo mas tão real, tão gostoso de viver. Sem me achar ridicula era bom correnponder e estar disposta a tudo pra estar com ele. A estar disposta a abaixar a cabeça quando dissesse algo que eu não devia fazer. Ter ciumes, ficar sem dormir por ver recados insignificantes que para mim poderia ser meu fim.
Todas as fotos jogadas fora eram usadas pra ficar mais perto, e um dia não me fizeram bem.
Hoje estamos tão diferente, mas continuo buscando em outros olhos ele. Continuo querendo revela-lo em alguém. Ele, que eu conheci por tão pouco tempo e já sabia que com ou sem defeitos que eu iria conhecer pela frente eu gostava. Queria daquele jeito.
Por mais absurdo que achem lertudo isso, eu não me sinto ridicularizada com nada.
Acho que isso é a paixão. Aquela coisa que a gente sente que deixa tudo anestesiado, inclusive o senso, como dizia minha amiga: "faz a gente falar com o cachorro, rolar no chão..."
E eu concluo cada vez mais que não tem como dizer que é amor, e isso é oq me machuca mais, o fato de não ter conseguido viver ainda um grande amor com ELE, e ve-lo em outros braços vivendo um grande amor.
Era comigo tudo aquilo, eram meus sonhos, meu menino. Meu amor que hoje esta perdido nele ou em mim mesma.

3 comentários:

Muri disse...
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Just a girl disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Amiga.... Como podemos ser tão iguais? Como nossas vidas podem andar na mesma linha, e na mesma fração de tempo. Le, isso realmente acontece com todo mundo.
Às vezes, essas coisas nos perseguem por longos, longos anos. Infelizmente temos que ser superiores a isso, por masi que machuque ou que o destino mude o rumo. É o que tem que acontecer =/ le, de coração espero que isso se resolva logo meu! Espero que neste momento, ao qual voltamos a mexer no passado, vc encontre a resposta que seu coração tanto pede, a resposta que vc NECESSITA! Juro amiga, torço de s2! Te adoro muito amiga. MUITO! Bjão Rafa =*